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Cuidado com os riscos de utilizar álcool em gel caseiro neste momento Pandemia Coronavírus

Sumido das prateleiras, a escassez de álcool em gel utilizado para higienizar as mãos fez com que disparassem pesquisas no Google sobre como fazer álcool em gel caseiro. A medida parece ser a solução para resolver a falta do produto no mercado, mas é uma armadilha que pode fazer o barato sair caro.

Isso porque o álcool em gel caseiro pode não ser eficaz, já que a produção desse item, para garantir sua eficiência nos processos de desinfecção, precisa ser certificada em várias etapas. Não basta apenas misturar o álcool com gel para ultrassom (ou de cabelo), por exemplo.

De acordo com o doutor em química e professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Ricardo Mathias Orlando, o álcool em gel foi desenvolvido para ser uma substância que permanecesse o tempo necessário para garantir a ação antimicrobiana e não é, portanto, apenas misturar dois ingredientes.

“É provável que [misturar substâncias] não dê problema tóxico, mas pode perder a eficiência, além de separar fases, de não atuar na membrana dos micro-organismos de forma correta, de evaporar sem fazer o efeito desejado ou não permanecer tempo suficiente no local aplicado. Tudo isso está relacionado à má fabricação, isso sem contar na utilização de matérias primas de baixa qualidade ou contaminadas. Como você não consegue averiguar, pois não faz testes, não sabe dizer se a substância está funcionando”, aponta o pesquisador.

O farmacêutico-bioquímico Fabiano Grison também destaca que a fabricação de qualquer um desses produtos tem que estar de acordo com a Farmacopeia Brasileira, que é um código oficial farmacêutico que estabelece os critérios mínimos para o desenvolvimento dessas substâncias.

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“O álcool em gel que a gente conhece utiliza substâncias que nem são comercializadas em qualquer lugar, então, não há garantia que o produto caseiro vai promover a assepsia. na falta de álcool em gel, a melhor solução é simplesmente lavar as mãos. Continuamente, repetidamente, sempre que tocar em superfícies coletivas, por exemplo”, conclui Grison.

Prevenção é o caminho

A prevenção ao coronavírus é simples, e serve também para a maioria dos vírus que são transmissíveis por gotículas de saliva, como a influenza. O primeiro passo é higienizar as mãos regularmente com água e sabão.

Também é recomendado higienizar as mãos com álcool em gel após tocar em superfícies compartilhadas, como corrimãos, maçanetas, barra de ônibus, dentre outros.

Outro hábito a ser incorporado na rotina é evitar, com as mãos sujas, toques no rosto e em áreas de mucosa, como olhos, nariz e boca. Ao espirrar e tossir, deve-se usar a parte interna do cotovelo para evitar a dispersão de micro-organismos no ambiente, e limpar o rosto com um lenço descartável, que deve ser colocado imediatamente no lixo.

As máscaras são indicadas a qualquer pessoa que manifeste sintomas gripais, como tosse, espirros e coriza, independente de ser ou não coronavírus, pois os itens ajudam a evitar a dispersão de gotículas de saliva. Porém, elas não têm eficácia de evitar a infecção.

Para prevenir infecções desse tipo, deve-se evitar aglomerações, espaços fechados e contato físico com pessoas com sintomas gripais. Também é recomendado não compartilhar objetos como canudos, talheres, bombas de tereré e chimarrão, piteiras e narguilés.

Por fim, a limpeza de ambientes e superfícies pode ser feita com facilidade usando-se produtos comuns de limpeza, como álcool 70%, água sanitária e desinfetantes em geral.

O álcool em gel são realmente efetivos contra o coronavírus?

Tanto o Serviço Nacional de Saúde (NHS) no Reino Unido quanto os Centros de Controle de Doenças (CDC) nos Estados Unidos sublinham que a melhor maneira de prevenir a doença é evitar a exposição ao vírus.

E, para as entidades, uma série de medidas preventivas deve ser seguida, como cobrir a boca com um lenço de papel ao tossir ou espirrar e descartar o tecido no lixo.

As agências de saúde também recomendam lavar as mãos com frequência usando água e sabão, especialmente depois de usar o banheiro, antes de comer e depois de assoar o nariz, tossir ou espirrar.

Essa lavagem das mãos deve durar pelo menos 20 segundos e o sabão deve cobrir as palmas e as costas das mãos e entre os dedos, incluindo o polegar.

E sobre o papel do álcool em gel, é isso que o CDC diz:

“Use desinfetante para as mãos quando água e sabão não estiverem disponíveis.”

E acrescenta: “lavar as mãos com água e sabão é a melhor maneira de se livrar de germes na maioria das situações”.

“Se água e sabão não estiverem disponíveis, você pode usar um desinfetante para as mãos que contenha pelo menos 60% de álcool”, informa a entidade americana.

“Você pode saber se o desinfetante contém pelo menos 60% de álcool olhando o rótulo do produto”, diz a agência.

Recomendações do CDC sobre como lavar bem as mãos:

Os Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos recomendam cinco passos para uma boa lavagem das mãos:

1 – Molhe as mãos com água corrente limpa (quente ou fria), feche a torneira e ensaboe as mãos.

2 – Esfregue as mãos com sabão até espumar. Esfregue a espuma nas costas das mãos, entre os dedos e debaixo das unhas;

Fonte: Portal R7

Midia Max

 

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O álcool em gel são realmente efetivos contra o coronavírus?Tanto o Serviço Nacional de Saúde (NHS) no Reino Unido quanto os Centros de Controle de Doenças (CDC) nos Estados Unidos sublinham que a melhor maneira de prevenir a doença é evitar a exposição ao vírus.E, para as entidades, uma série de medidas preventivas deve ser seguida, como cobrir a boca com um lenço de papel ao tossir ou espirrar e descartar o tecido no lixo.