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Insuficiência renal - diálise ou transplante!

Os rins são dois filtros que carregamos dentro de nós. Eles jogam para fora, pela urina, remédios, venenos e outras substâncias tóxicas que temos no sangue.
Também os líquidos que temos em excesso, como depois de beber muita cerveja. Quando os rins ficam gravemente doentes, não resta outra alternativa que não substituí-los. São duas as possibilidades: a substituição por uma máquina de filtração — a diálise —, ou o transplante renal. A primeira alternativa não é grande coisa porque não cura, apenas prolonga a vida. Já a alternativa do transplante de rim é muito mais atraente porque pode curar completamente o paciente. Faz mais ou menos 40 anos que os transplantes de rim são praticados rotineiramente, embora tenham sido “bolados” há mais de 100 anos. No entanto, com a tecnologia desenvolvida no início do século XX foi possível tornar o transplante de rim um tratamento seguro e com alto índice de sucesso. Infelizmente o transplante de rim não pode ser feito em todos os doentes, ou porque o estado de saúde impede, ou porque a doença não permite, ou porque faltam rins para os pacientes. Esta última é a razão principal em nosso meio: são muitos os doentes e poucos os doadores. A fila para transplante de rim no Brasil tem em média 5 anos de espera atualmente. Os pacientes são tratados pela diálise enquanto esperam. No Brasil a maioria morre na fila do transplante, sem nunca realizar o sonho de ter um filtro novo, uma vida nova. Falo dos doentes pobres, naturalmente, porque os ricos sempre dão um jeito. A insuficiência renal crônica é um problema muito sério de saúde pública porque consome verbas fabulosas do governo com a diálise. A única saída que o governo tem, embora isso contrarie os interesses das multinacionais que fabricam os materiais de diálise e dos proprietários dos serviços de diálise, é o transplante de rim. Ao estimular os transplantes o governo estaria salvando um número maior de doentes e poupando um bocado de dinheiro. Vamos ver se as autoridades caminharão agora nessa direção, na direção dos transplantes.

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