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A cirurgia robótica é melhor do que a cirurgia convencional?

Há 15 anos no mundo e há 10 anos no Brasil, o robô para cirurgia laparoscópica está em franca ascensão no mercado. Todo hospital quer comprar um. Todo cirurgião gostaria de usá-lo. Já temos no Brasil 32 robôs, que servem para auxiliar cirurgia de cabeça e pescoço, cirurgia ginecológica, cirurgia cardíaca e, principalmente, cirurgia da próstata. Nos Estados Unidos, há cerca de 3 mil robôs instalados e funcionando em 2017.

O que pode fazer um robô numa cirurgia? A resposta é simples: absolutamente nada. Quem faz é o cirurgião. O robô é apenas uma ferramenta. Se o cirurgião é ruim, a cirurgia com robô fica ruim. Já ocorreram mortes causadas por cirurgiões manipulando mal um robô. Culpa do robô? Claro que não. Culpa do cirurgião. Se o cirurgião é bom, o robô o ajuda muito, dando-lhe uma visão tridimensional, precisão de movimentos e conforto. Engana-se aquele que pensa que o robô é o responsável por melhores resultados. Isso não acontece com o modelo de robô cirúrgico – o Da Vinci, monopólio de uma indústria americana –, que temos atualmente. Os bons resultados são fruto de treinamento do cirurgião, que aperfeiçoa sua boa técnica com a ajuda do robô.

Espera-se, todavia, um modelo futuro de robô, com inteligência artificial, apto a realizar com perfeição uma cirurgia para a qual foi programado. Muito provavelmente, o melhor cirurgião do hospital do futuro será um robô deste tipo. Por ora, temos que nos contentar com um robô desprovido de inteligência, não programado para fazer movimentos independentes, não programado para corrigir a tempo as manobras equivocadas do cirurgião e de altíssimo custo.

O melhor cirurgião do presente é aquele que estuda, que treina e que se prepara para fazer a cirurgia, com ou sem o robô. O robô não faz de um mau cirurgião um ás da cirurgia.

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