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Sífilis no Brasil atual

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode ser transmitida por contato sexual (geralmente genital, mas também pelo beijo, pelo sexo oral e pela manipulação genital), por transfusão de sangue (muitíssimo rara, atualmente) e por transmissão vertical (da gestante para o feto). Por descaso do Ministério da Saúde nos últimos anos (falta de penicilina no Brasil e falta de campanhas de prevenção), por descuido da população (menor uso de preservativo, aumento das relações promíscuas e desleixo das gestantes com seu pré-natal) e também pelo aumento de realização dos testes de laboratório para a detecção da doença, o número de casos de sífilis vem aumentando no Brasil desde 2010. O aumento entre 2015 e 2016 foi de 27,9%. Em 2016, foram detectados 87.593 casos novos (30.470 em gestantes e 20.474 em bebês; os demais, homens e mulheres adultos). Em 2017, a estimativa do Ministério da Saúde é de 94.460 casos novos.

A sífilis geralmente aparece como lesão ulcerada indolor genital depois de 2 a 3 semanas do contágio – é a sífilis primária. Mesmo sem tratamento, a doença desaparece algumas semanas depois e vai para o sangue. Reaparece no corpo todo, semanas ou meses depois, com lesões típicas em palmas das mãos e plantas dos pés, febre, dores no corpo, emagrecimento, mal-estar, lesões nas mucosas – é a sífilis secundária. Depois, mesmo sem tratamento, desaparece clinicamente e entra numa fase de latência. Anos depois, reaparece como sífilis no sistema nervoso, no sistema cardiocirculatório ou como um tumor (goma sifilítica) – sífilis terciária, geralmente muito grave e potencialmente letal.

A sífilis na gestação, se detectada por meio de exames de rotina durante o pré-natal, na primeira metade da gestação, fica curada e não passa para o feto em desenvolvimento. Muitas mães negligenciam o pré-natal, que está disponível em todo o Brasil de graça, pelo SUS, ou se recusam a receber injeções de penicilina durante a gestação, por ignorância ou receio de efeitos colaterais.

A sífilis poderia ter acabado em todo o planeta há muito tempo. A ignorância, o preconceito, a promiscuidade sexual e o descaso governamental, mantêm a sífilis nos países atrasados, como o nosso.

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