Dr. Lísias Nogueira Castilho - Urologista | Fone: (19)32540225 / 3112-4600

Dra. Silvia Diez Castilho - Pediatra | Fone: (19)25136091

Artigos

O hospital é um lugar muito perigoso

Dificilmente, nos dias de hoje, pelo menos nas regiões urbanas, uma pessoa pode dizer que nunca passou ou que jamais passará por exames ou tratamentos dentro de um hospital. Exames sofisticados são realizados dentro de unidades hospitalares, bem como partos, intervenções cirúrgicas variadas e tratamentos clínicos de toda ordem. Quase todos nós nascemos em hospitais. Quase todos nós fizemos ou faremos intervenções ou exames dentro de hospitais. Muitos de nós morreremos dentro de hospitais. Essa é uma realidade que dificilmente vai mudar nas próximas décadas. Dificilmente, nos dias de hoje, pelo menos nas regiões urbanas, uma pessoa pode dizer que nunca passou ou que jamais passará por exames ou tratamentos dentro de um hospital. Exames sofisticados são realizados dentro de unidades hospitalares, bem como partos, intervenções cirúrgicas variadas e tratamentos clínicos de toda ordem. Quase todos nós nascemos em hospitais. Quase todos nós fizemos ou faremos intervenções ou exames dentro de hospitais. Muitos de nós morreremos dentro de hospitais. Essa é uma realidade que dificilmente vai mudar nas próximas décadas.

Ainda que os hospitais salvem muitas vidas e nos deem muitas alegrias, como o nascimento de uma criança ou a cura de um câncer, são locais muito perigosos para se frequentar. Um trabalho conduzido pela Universidade Federal de Minas Gerais e pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, entre julho de 2016 e junho de 2017, baseado em pesquisa conduzida em 133 hospitais que prestam serviços para o SUS, estimou que 829 brasileiros morrem diariamente em hospitais públicos e particulares no Brasil, por falhas, ou “eventos adversos”, que poderiam, em pelo menos 60% dos casos, ser evitados. Erros médicos, erros de enfermagem, erros de administração de medicamentos, infecções hospitalares, quedas de pacientes, trombose venosa em membros inferiores, embolia pulmonar e outros, são responsáveis por 300 mil mortes por ano. Apenas os acidentes vasculares matam mais no Brasil, cerca de 950 brasileiros por dia. Os “efeitos adversos” dentro de hospitais matam mais do que o câncer (cerca de 500 pacientes por dia) no Brasil.

Esse fenômeno é universal. Nos Estados Unidos, morrem mais de 1000 pacientes por dia dentro de hospitais, dos mesmos “efeitos adversos”, mas a população lá é mais de 55% maior do que a nossa, o que torna nossos números muito piores. Todos os hospitais do mundo têm mortes inteiramente evitáveis, causadas por erros e infecções hospitalares, principalmente.

Isso pode, evidentemente, ser minimizado. Há diversos protocolos já elaborados para a redução dos riscos, especialmente aqueles causados por falhas humanas, mas dificilmente a situação será inteiramente controlada num futuro próximo. Os hospitais continuarão a ser lugares muitos perigosos para pessoas que lá precisem ser tratadas.

Imprimir Email

0
0
0
s2sdefault