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Ópio, opiáceos e opioides

Da papoula do Oriente, planta cujo nome científico é Papaver somniferum, extrai-se o ópio e algumas substâncias dele derivadas – morfina e codeína, as mais conhecidas. São drogas chamadas opiáceas. Os opiáceos semissintéticos são resultantes de modificações parciais das substâncias naturais, como é o caso da heroína. Já os opioides são drogas sintéticas feitas em laboratório, que imitam as drogas originais, como meperidina, propoxifeno e metadona.

Toda essa família de drogas, algumas usadas por via oral e outras por meio de injeção intramuscular ou intravenosa, atuam no sistema nervoso central, reduzindo sua atividade. Dependendo da droga, da dose e da resposta individual de cada pessoa, os efeitos são variados: tiram a dor, aumentam o sono, deprime a tosse, deprimem a respiração e podem causar uma sensação de bem-estar.
Todas essas drogas são perigosas e podem matar. Por essa razão, ou são drogas ilegais ou são drogas vendidas sob prescrição médica. Qualquer uma delas pode causar dependência química e são, todas elas, passíveis de causarem vítimas fatais de overdose.

Nos Estados Unidos, nos últimos anos, dezenas de milhares de pessoas morreram por drogas, principalmente as sintéticas, com receita médica, principalmente Fentanil e Oxycodin (nomes comerciais), que também temos no Brasil. Nos EUA elas são prescritas maciçamente para aplacar a dor, por uma razão cultura peculiar dos norte-americanos. Os pacientes ficam dependentes e acabam se intoxicando. Michael Jackson morreu disso, em casa. Prince, idem. Assim milhares de outros. Há estatísticas que apontam para cerca de 50 mil mortes só em 2017, nos Estados Unidos.

Dificilmente um dependente químico se livrará da droga sem ajuda médica especializada, que demanda internação e um longo processo de suporte psicológico e familiar. Mesmo que aparentemente curado, o índice de recaídas é alto, cerca de 85%, suscitando novas internações, ou prisão ou morte.

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