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E agora? Como se "pega" o câncer? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   

Matéria publicada no site da Ana Maria Braga sobre Câncer:

 

 

E agora?

Como se "pega" o câncer? É possível evitá-lo e não ficar doente?

Câncer não se "pega" como uma doença contagiosa. Nenhuma forma humana de câncer é adquirida pelo contato inter-humano. Pegar na mão, beijar, abraçar, ter relação sexual, usar o mesmo banheiro, dormir na mesma cama, compartilhar louças, talheres e roupas, nada disso tem a ver com o câncer. Câncer não é contagioso!


 

De acordo com o médico Lísias Nogueira Castilho, autor do livro "Doutor, é câncer?", da Ed. UP, mesmo parecendo óbvio para alguns, muitas pessoas, mesmo instruídas, acreditam que o câncer, de algum modo misterioso, pode "pegar". "A causa básica desses fenômenos sociais é a ignorância. Câncer não é contagioso, ninguém ‘pega' câncer de outra pessoa. Repetir isso nunca é demais", afirma.

O câncer é uma doença que aparece em todas as idades, até em recém-nascidos, mas atinge preferencialmente as pessoas da meia idade para frente. "O câncer guarda uma relação direta com o envelhecimento - quanto mais velho o indivíduo, maior a possibilidade de surgir um câncer", alerta. "A razão deste fenômeno está esclarecida, embora ainda não superada. O sistema imunológico do ser humano, que é um sistema de defesas muito complexo, que defende o organismo contra infecções e os cânceres, perde a eficácia com o envelhecimento e dá uns ‘cochilos'. Num desses ‘cochilos', um grupo de células cancerosas pode se desenvolver e escapar da perseguição do sistema de defesa".

No entanto, algumas formas de câncer estão relacionadas com certos hábitos: tomar sol exageradamente, comer ou beber coisas muito quentes, fumar muito, ingerir bebidas alcoólicas continuamente, expor-se a agrotóxicos ou produtos químicos, aspirar fumaça de óleo diesel, tomar analgésicos regularmente, comer por anos a fio alimentos defumados, comer poucos vegetais e muita carne gordurosa, expor-se a radiações ionizantes, ser promíscuo sexualmente e trabalhar em locais muito poluídos com produtos e resíduos químicos. "Tudo isso quer dizer que o modo de vida que adotamos pode fazer a diferença, dependendo da carga genética que carregamos, no aparecimento de um câncer", alerta o médico.

Determinados distúrbios emocionais, o mais importante deles - a depressão - podem desarranjar o sistema imunológico, tornando-o menos eficaz e propiciando o surgimento de certas formas de câncer. "Atualmente muita importância tem sido dada à origem emocional de diversas formas de câncer. Há indícios fortes de que doenças psicológicas, com ou sem uma predisposição orgânica, possam dar início a certos cânceres ou, pelo menos, acelerar seu processo de multiplicação".

Alguns remédios, especialmente quando usados em doses altas e repetidamente, podem causar o câncer. "Tipicamente, os medicamentos que os transplantados de rim, coração e fígado usam diariamente para suprimir a rejeição, podem levar ao câncer depois de alguns anos de uso", alerta Castilho.

 

Como evitar o câncer?

Em medicina, há duas formas de prevenir o câncer. A primeira é a prevenção primária, por exemplo, não fumar para não ter câncer de pulmão, mas, infelizmente, só funciona para poucas formas dessa doença. A outra forma de prevenção é a secundária, que significa a detecção precoce do câncer, a busca ativa para que ele seja achado ainda a tempo de ser curado. "Daí a enorme importância do check-up. Quem faz check-up regularmente tem uma chance maior de cura diante de um câncer, uma vez que ele geralmente é inicial, pequeno e não causa sintomas".

 

Algumas formas de prevenção primária podem ser descritas. São simples, mas pouca praticadas. Vamos a elas:

 

Cigarro

"Embora o fumo em si mesmo não provoque o câncer, desde que usado com moderação, o hábito de fumar um maço de cigarros por dia ou mais, decididamente, pode levar ao câncer, entre outras muitas doenças", alerta o médico. O cigarro provoca o aparecimento de câncer de pulmão, lábio, boca, laringe, faringe, esôfago, estômago e bexiga, principalmente.

 

Bebida

O abuso de álcool está claramente associado com diversas doenças graves, entre elas o câncer digestivo - pâncreas, estômago, esôfago e fígado, principalmente. "Beber com moderação bebidas de boa qualidade não promove doença alguma, a não ser em determinados indivíduos muito sensíveis ao álcool", explica. "No entanto, beber qualquer bebida, mesmo que de baixo teor alcoólico, de modo constante e em grande quantidade, pode levar ao câncer".

 

Sol

A exposição aos raios ultravioleta, especialmente entre às 10h e às 16h, tem um efeito cumulativo ao longo dos anos e pode levar ao câncer de pele. "Mesmo que a exposição seja esporádica, ela tem um feito que se soma ao longo dos anos".

 

Dieta

Produtos defumados, salgados e condimentados favorecem o desenvolvimento de câncer digestivo, especialmente de esôfago e estômago. Bebidas muito quentes usadas regularmente, como chá e chimarrão, também. Dieta pobre em vegetais e rica em gorduras animais pode levar ao câncer de intestino grosso. Quanto mais celulose na dieta (frutas, verduras e legumes), menor a incidência de câncer de intestino grosso, próstata, estômago e outros.

 

Produtos químicos

Produtos derivados do petróleo, como o óleo diesel, as tintas e os solventes, podem provocar câncer. Também analgésicos usados abusivamente, alimentos sintéticos ou cheios de conservantes e corantes, poluentes ambientais e alimentos enlatados. Quanto mais natural, mais saudável. Quanto mais artificial, mais perto do câncer.

 

Sexo

A promiscuidade sexual, definida como a troca freqüente de parceiros, aumenta muito as possibilidades de aquisição de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), especialmente se o sexo é praticado sem preservativo. Determinadas doenças estão fortemente vinculadas ao câncer, como a AIDS, a hepatite C, o herpes genital e a verruga genital. "O sexo seguro e consciente evita as DSTs e previne diversas formas de câncer - de pênis, de colo de útero, de vulva e de ânus, principalmente.

 

Assim, previna-se!!!

Bibliografia - "Doutor, é câncer?", de Lísias Nogueira Castilho, Ed. UP.

Thaís Bronzo

Fonte: http://anamariabraga.globo.com/home/canais/canais-saude.php?id_not=3572

04-08-2010