Cocaína mata! PDF Imprimir E-mail
Escrito por Dr. Lisias Castilho   

Os índios do Peru e da Bolívia, geração após geração, há muitos séculos têm o costume de mascar as folhas de uma planta chamada coca. As folhas têm um gosto amargo e deixam a língua amortecida. Depois de alguns minutos o índio tem uma sensação de bem-estar e sente-se muito forte para o trabalho, que geralmente é duro. O seu apetite desaparece porque o estômago fica também amortecido e ele consegue trabalhar sem comer durante muitas horas, sem cansar-se muito.
A coca é uma planta com um metro de altura ou pouco mais e é de sua folha que se produz a cocaína, vendida no mundo todo na forma de um pó branco. Produzida na Bolívia, no Peru, na Colômbia e em vários outros países, a cocaína é vendida para todo o mundo e se tornou nos últimos 20 anos um dos maiores problemas de nossa civilização. O comércio de cocaína é a principal atividade econômica e a principal fonte geradora de empregos em muitas regiões. Na Flórida, um dos estados americanos, onde fica a Disneylândia, o tráfico de cocaína movimenta mais dinheiro do que o plantio da laranja, que é um dos maiores do mundo, e mais do que a indústria daquele estado. A cocaína só perde para o turismo, que é o maior do mundo. Na Colômbia milhares de agricultores pobres sobrevivem exclusivamente do plantio de coca. Eles não têm outra opção.
O grande problema da cocaína em pó, que é muito concentrada, é que a dose que provoca a sensação de bem-estar é muito próxima da dose que mata. Ao contrário da maconha, só para dar um exemplo, que rarissimamente mata mesmo que usada excessivamente, um pouco a mais do pó branco e... é o fim. Por causa disso muitos jovens que se iniciam no uso da cocaína morrem às vezes na primeira experiência.
O Momento Saúde afirma categoricamente: cocaína mata. Se você não acredita, abra os jornais de amanhã ou ligue a TV e veja que todos os dias morrem jovens e até crianças vítimas de um pequeno erro de cálculo na dose do pó.