A febre é o mais antigo e temido sinal de doença, historicamente sinônimo de graves epidemias que mataram milhões de pessoas. Ninguém fica indiferente à febre porque quando ela vem podem vir outras coisas muito graves junto com ela, às vezes a morte. Que pai ou mãe não se preocupa quando o filho de repente fica “quente”. “Meu filho está com febre, doutor, e a febre não baixa.” Os pais mencionam a febre sem prestar atenção em quantos graus de febre tem a criança, o que é uma informação muito útil para o médico. A criança está com febre, mas e o seu estado geral? É bom? O apetite como está? Há outros sinais ou sintomas além da febre? Para entender a febre, é necessário entender um pouco sobre o funcionamento do corpo humano. A temperatura interna do corpo varia muito pouco em condições de normalidade. Fica entre 37 e 37,2 graus. O corpo produz e perde calor constantemente e tem mecanismos complexos para regular sua temperatura. Você e eu perdemos calor através da pele, pelo suor, mesmo sem perceber. Em um dia quente haverá sempre maior dificuldade para o corpo perder calor. Tomemos como exemplo uma criança com febre num dia em que a temperatura ambiente seja de 30 graus. Esta a criança tem mais dificuldade em perder o calor pela pele do que quando a temperatura externa for de 17 graus. Por isto a febre, em geral, é mais alta e de difícil controle no verão do que no inverno. A criança está com febre? Não se exaspere! A febre é apenas a manifestação de uma doença e não tem perigo em si, desde que controlada em níveis razoáveis. A febre quase sempre tem um comportamento benigno e só raramente traz complicações. Remédios para febre são chamados de antitérmicos. O uso de antitérmico tem como objetivo diminuir o mal-estar causado pela elevação da temperatura do corpo. Desde que a criança esteja-se sentindo bem, costuma tolerar uma febre baixa sem problemas. No fundo a febre é um sinal de alerta porque é o primeiro aviso de que algum desarranjo está começando no organismo.