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Nova esperança irão usar plasma sanguíneo de pessoas curadas em pacientes graves COVID-19

 

Em São Paulo onde temos o maior índice de pessoas com COVID-19 e mortes foi formado um consórcio   pelo Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital Sírio-Libanês e a Universidade de São Paulo (USP) começará a realizar testes clínicos para uso do sangue de pacientes que já se recuperaram do coronavírus em doentes graves da doença. São estudos ainda incipientes e em fase inicial em outros países, mas espera-se que o plasma (parte líquida do sangue, carregada de anticorpos e proteínas) de pessoas curadas possa ajudar a reduzir a gravidade em hospitalizados e acelerar o combate a uma infecção que desafia a comunidade internacional.
Os testes foram autorizados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) na noite de sábado. Nesta semana, os especialistas vão começar a fazer a triagem de potenciais doadores no Brasil. O protocolo inclui vários critérios, e nem todos os pacientes recuperados são considerados aptos a doar. Mas devem, pelo menos, ter tido Covid-19 há mais de 15 dias e menos de 45 dias. Não podem apresentar mais os sintomas e devem ter comprovação laboratorial de que tiveram a doença e que apresentam os chamados anticorpos neutralizantes, moléculas específicas que podem combater a infecção da Covid-19.

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—  Acreditamos que, se a terapia funcionar dentro do que esperamos, ela possa ser útil para alguns pacientes e fornecer os anticorpos necessários para aqueles que ainda não os têm em níveis capazes de protegê-los, levando o paciente a uma melhora dos sintomas e à diminuição do vírus no organismo —  explica Luiz Vicente Rizzo, diretor-superintendente de Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein.

A expectativa, afirma, é que no futuro a terapia possa evitar que um grande número de pessoas vá para a UTI, e que ajude a diminuir o número de pacientes que necessitam suporte respiratório durante a internação. A fase de triagem de doadores deve durar de duas a três semanas.

 

 

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Os testes foram autorizados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) na noite de sábado. Nesta semana, os especialistas vão começar a fazer a triagem de potenciais doadores no Brasil. O protocolo inclui vários critérios, e nem todos os pacientes recuperados são considerados aptos a doar. Mas devem, pelo menos, ter tido Covid-19 há mais de 15 dias e menos de 45 dias.