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Cientistas brasileiros testa medicamento para Covid-19 que reduz carga viral em 94%

O anúncio da descoberta de um novo medicamento contra a Covid-19 foi feito pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Marcos Pontes, em coletiva nesta quarta-feira (15). Os testes realizados in vitro pelos cientistas brasileiros do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem), em Campinas, no interior paulista, apresentaram 94% de eficácia.

O resultado positivo após o período de teste de 48 horas foi semelhante ao apresentado pela cloroquina. Agora, o medicamento segue para ser testado em mais de 500 pacientes internados com a Covid-19 pelo País. Ao todo, foram mais de 2 mil medicamentos em contato com o vírus para detectar as substâncias mais promissoras.

O nome do medicamento, que não foi divulgado por estar em fase de análise, devem durar quatro semanas. No entanto, o que foi revelado é que o remédio é economicamente acessível no Brasil, tolerado geralmente, utilizado por pessoas dos mais diversos perfis e está disponível em formulação pediátrica.

Segundo os cientistas, porém, esse medicamento tem baixo custo, ampla distribuição em farmácias brasileiras e não tem efeitos colaterais graves. O remédio é inclusive indicado para uso pediátrico.

Os pesquisadores do centro de pesquisa localizado em Campinas, no interior de São Paulo, usaram técnicas de biologia molecular e estrutural, computação científica, quimio informática, inteligência artificial e informações da literatura científica para avaliar as moléculas de medicamentos que já são usados para tratar outras doenças.

https://www.precomedicamentos.com.br/

Cloroquina

O próximo passo dos cientistas é buscar outros medicamentos para compor um coquetel que possa aumentar ainda mais a eficácia do tratamento.

De acordo com os pesquisadores do CNPEM, a cloroquina, recomendada como tratamento já na fase inicial da covid-19 pelo presidente Jair Bolsonaro, foi usada como referência, mas não está entre as drogas testadas.

A cloroquina, ou hidroxicloroquina, é um dos fármacos já aprovados no Brasil e utilizados para outras doenças que são vistos como alternativas imediatas na luta contra o coronavírus. Isso ocorre porque eles já passaram as inúmeras etapas de avaliação necessárias para lançar um remédio no mercado, como testes em animais, por exemplo.

Mas não há evidências conclusivas sobre a eficácia destas drogas contra o vírus, nem sobre a segurança de seu uso em pacientes da nova doença. Grande parte desses estudos clínicos é feita diretamente com pacientes infectados. Alguns são realizados in vitro.

O combate contra o novo coronavírus inclui ainda testes com plasma sanguíneo, células do cordão umbilical e até mesmo sangue de vermes marinhos.

Luz síncrotron

A expectativa dos cientistas do CNPEM é que as pesquisas deem um salto após o início das atividades do acelerador de partículas Sirius, que promete ser a mais avançada fonte de luz síncrotron do mundo. Por esse motivo, a estação de pesquisa projetada para experimentos com moléculas de fármacos deve ser priorizada para entrar o quanto antes em operação.

O Sirius poderá analisar de maneira inédita a estrutura e o funcionamento de estruturas micro e nanoscópicas, como nanopartículas, átomos, moléculas e vírus. É como se os pesquisadores pudessem tirar um raio-x em três dimensões, e em movimento, de materiais e partículas extremamente pequenas e densas, como pedaços de aço e rocha, e até de neurônios.

O equipamento será o segundo acelerador de partículas de 4ª geração do mundo, mas será o mais moderno por diversos fatores, principalmente por emitir luz com o brilho mais intenso e ter uma capacidade superior de análise.

Fonte: https://www.bbc.com/

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O resultado positivo após o período de teste de 48 horas foi semelhante ao apresentado pela cloroquina. Agora, o medicamento segue para ser testado em mais de 500 pacientes internados com a Covid-19 pelo País. Ao todo, foram mais de 2 mil medicamentos em contato com o vírus para detectar as substâncias mais promissoras.