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Momento Saúde

Setembro no combate ao câncer infanto juvenil

Setembro Dourado

 

O diagnóstico Precoce e uma estrutura adequada de tratamento são importantes ferramentas de controle da doença.

O mês de setembro ganha a cor dourada para chamar a atenção da sociedade para um tema muito importante: o diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil. A campanha é uma iniciativa da Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (CONIACC), a fim de que pais, educadores, profissionais da saúde e toda a sociedade fiquem atentos aos sinas e sintomas do câncer infantojuvenil.

A detecção precoce da doença é um dos pilares para elevar as taxas de cura, que em países desenvolvidos pode chegar a 80%, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A grande questão quanto aos sinais e sintomas dos tumores infanto juvenis é que muitas vezes eles podem ser semelhantes às doenças comuns na infância, o que reforça a importância da atenção diante de quadros em não melhoram. “Os sinais e sintomas são de extrema importância para fazer diagnóstico precoce da maioria das doenças, inclusive do câncer. Febre, ínguas de crescimento gradual, vômitos e dor de cabeça são comuns a várias doenças da infância. Acompanhar de perto, com auxílio do pediatra, para verificar o que não melhora ao longo do tempo é fundamental para nos guiar quando devemos ficar mais alertas ou buscar exames complementares na avaliação.

De acordo com dados do INCA, O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 8.460 novos casos de câncer infanto juvenis (4.310 em homens e 4.150 em mulheres).

Também afetam as crianças e adolescentes o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).

O câncer infantojuvenil 

A oncopediatra do Hospital do Câncer em Uberlândia, Dra. Anna Beatriz Amaral, conta que os tumores infanto juvenis, que acometem crianças e adolescentes até 18 anos, correspondem de 0,5 a 1% dos atendimentos feitos na instituição de saúde, o que equivale, em média, 45 casos novos/ano. “Ao longo do ano, prestamos atendimento de triagem para diagnóstico precoce, tratamento multiprofissional e multimodal de câncer em ambiente ambulatorial ou de enfermaria, além de seguimento periódico de pacientes fora de tratamento e em cuidados paliativos exclusivos. Somamos mais de 100 atendimentos/mês”, explica a oncopediatra. Atualmente a equipe de oncopediatria do Hospital do Câncer conta com três médicas, além da equipe multiprofissional composta por psicóloga, nutricionista, assistente social, fisioterapeuta, enfermeiro e pedagogo.

Ainda de acordo com a médica, a taxa de sobrevida local está em torno de 65%, que é semelhante a outros serviços do Sudeste brasileiro e maior que a média nacional (55%), mas ainda é menor que taxa de países desenvolvidos (75-80%). “É uma doença rara, mas é questão importante de saúde pública, por tratar-se da primeira causa de morte na faixa etária de 0 a 18 anos, na região do Sudeste”, alerta.

Mesmo com uma taxa de sobrevida maior do que a média nacional, Anna Beatriz Amaral destaca que há muitos desafios para melhorar ainda mais o diagnóstico e tratamento do câncer infantojuvenil na região. “Nossos principais desafios atuais são melhorar as condições de diagnóstico precoce e também aprimorar a assistência local nos ambientes de enfermaria e pronto atendimento. O serviço participa ativamente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica, bem como dos Grupos Cooperativos Nacionais de pesquisa clínica, buscando trazer o melhor tratamento e atendimento para os pacientes e suas famílias”, diz.

Anna Beatriz enfatiza que o Setembro Dourado é um mês importante e de maior enfoque, mas o alerta é diário. “A divulgação permanente dos principais sinais e sintomas do câncer infantojuvenil, bem como a capacitação e reciclagem sobre o tema entre os profissionais de saúde visa manter o câncer como um diagnóstico diferencial e não de exclusão. Os tumores desta faixa etária são sempre urgências, para que a criança consiga ser curada mais rapidamente e com menos sequelas, conclui.

Conheça algumas formas de apresentação dos tumores da infância:

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• Nas leucemias, pela invasão da medula óssea por células anormais, a criança se torna mais sujeita a infecções, pode ficar pálida, ter sangramentos e sentir dores ósseas.

• No retinoblastoma, um sinal importante é o chamado “reflexo do olho do gato”, embranquecimento da pupila quando exposta à luz. Pode se apresentar, também, através de fotofobia (sensibilidade exagerada à luz) ou estrabismo (olhar vesgo). Geralmente, acomete crianças antes dos 3 anos. Atualmente, a pesquisa desse reflexo pode ser feita desde a fase de recém-nascido.

• Aumento do volume ou surgimento de massa no abdômen pode ser sintoma de tumor de Wilms (que afeta os rins) ou neuroblastoma.

• Tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, visível ou não, e causar dor nos membros. Esse sintoma é frequente, por exemplo, no osteossarcoma (tumor no osso em crescimento), mais comum em adolescentes.

• Tumor de sistema nervoso central tem como sintomas dores de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações de comportamento e paralisia de nervos.

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Fonte: INCA –  Instituto Nacional de Câncer

Hospital do câncer

Hospital do Câncer em Uberlândia