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| Escrito por Dr. Lisias Castilho | |||
Você já desmaiou alguma vez? Viu alguém desmaiar perto de você?
Eu tenho um amigo que não pode ver uma gota de sangue nem ouvir sobre casos relacionados com cirurgias, acidentes graves e morte. Ele procura logo uma cadeira e, se não sair de perto, passa mal e pode até desmaiar. Afinal, que é o desmaio? Para começo de conversa, desmaio não é um termo médico. Os médicos usam expressões mais complicadas para dizer a mesma coisa: perda de consciência, síncope, lipotímia e outros nomes ainda mais complicados, mas que significam mais ou menos a mesma coisa: Uma situação que acontece de repente onde a pessoa “apaga” e não se comunica com os que tentam conversar com ela durante segundos ou alguns minutos. Por que acontece o desmaio? Por muitas razões diferentes, algumas graves e outras sem grande importância. O desmaio ocorre freqüentemente por motivos emocionais. Por exemplo, um susto, um desgosto muito grande, uma notícia muito ruim ou muito boa. Logo a pessoa volta a si e se recupera plenamente. Um exemplo de motivo mais sério é a queda da taxa de açúcar no sangue, comum nos diabéticos, e que pode trazer conseqüências, graves se não for atendida a tempo. O que fazer diante de um caso de desmaio? Em primeiro lugar, manter um pouco de calma e lembrar que na maior parte das vezes o desmaio é provocado por um problema emocional, que passa logo. Em segundo lugar, sem correria, deitar o “desmaiado” de lado na cama ou no chão e deixá-lo com a boca e o nariz livres para respirar. Em terceiro lugar, providenciar sua remoção para um hospital com o mínimo de conforto durante o transporte. Jogar uma pessoa desamaida no banco de trás de um fusquinha pode ser pior do que deixá-lo onde está e até causar sua morte. É preferível esperar um pouco e transferir a pessoa com melhores condições de transporte. Lembre-se: diante de um desmaio, mantenha seu, controle emocional cuidando do desmaiado como você acabou de aprender. Não desmaie você também.
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