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O câncer na infância

A Doença

O câncer é raro em crianças.

Ninguém espera que uma doença como o câncer possa atingir alguém com tão pouco tempo de vida. É por isso que muitos pais ficam aflitos quando descobrem que o seu filho tem a doença. Felizmente, com os avanços da pesquisa e dos tratamentos, o câncer infanto-juvenil – uma das causas de mortes não acidentais mais comuns entre crianças e adolescentes – já pode ser derrotado quando diagnosticado a tempo.

Os pais devem ficar atentos a problemas que não somem. Após o diagnóstico devem procurar tratamento imediato que, se aplicado nas fases iniciais da doença, permite a cura em cerca de 70% dos casos.

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Estatísticas

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 8.460 novos casos de câncer infanto-juvenis (4.310 em homens e 4.150 em mulheres). Esses valores correspondem a um risco estimado de 137,87 casos novos por milhão no sexo masculino e de 139,04 por milhão para o sexo feminino.

Graças aos avanços no tratamento do câncer infantil nas últimas décadas, atualmente mais de 84% das crianças com câncer sobrevivem 5 ou mais anos. Globalmente, esse é um aumento considerável desde meados da década de 1970, quando a taxa de sobrevida em 5 anos era de apenas 58%. Ainda assim, as taxas de sobrevida variam com o tipo de câncer e outros fatores.

Nos Estados Unidos, há menos de 13.500 casos e cerca de 1.500 mortes a cada ano em crianças a partir do nascimento até 14 anos de idade. Em comparação, há 1,4 milhão de casos e 575.000 mortes anualmente em adultos. No entanto, o câncer é a 2ª principal causa de morte em crianças, estando apenas atrás de lesões. A leucemia representa aproximadamente 33% dos cânceres na infância. Outros tipos de câncer incluem tumores cerebrais, linfoma e alguns tipos de câncer dos ossos (osteossarcoma e sarcoma de Ewing ósseo). Aproximadamente 25% dos cânceres na infância são tumores cerebrais, aproximadamente 8% são linfomas e aproximadamente 4% são cânceres dos ossos.

Conheça os tipos de câncer mais comuns em crianças

Ao contrário de muitos cânceres dos adultos, os infantis tendem a ser muito mais curáveis. Cerca de 75% das crianças com câncer sobrevivem pelo menos cinco anos. Atualmente, estima-se que existem 350.000 adultos que sobreviveram a um câncer da infância nos Estados Unidos.

Complicações do tratamento de câncer

Tal como em adultos, os médicos usam uma combinação de tratamentos, incluindo cirurgia, quimioterapia e radioterapia. A imunoterapia (um novo tipo de tratamento que usa o sistema imunológico para atacar o câncer) e terapia-alvo (fármacos que visam partes específicas das células cancerosas e as destroem) estão sendo estudados e sendo usados com maior frequência para tratar câncer em crianças. No entanto, como as crianças ainda estão em crescimento, esses tratamentos podem ter efeitos colaterais que não ocorrem nos adultos. Por exemplo, em uma criança, um braço ou uma perna tratada com radiação pode não crescer completamente. Caso o cérebro seja tratado com radiação, o desenvolvimento intelectual pode não ser normal.

Crianças que sobrevivem ao câncer também têm mais anos que os adultos para desenvolver consequências de longo prazo da quimioterapia e da radioterapia, que incluem:

  • Infertilidade
  • Déficit de crescimento
  • Lesões no coração
  • Desenvolvimento de cânceres secundários (ocorre em 3% a 12% das crianças que sobrevivem ao câncer)
  • Problemas psicológicos e sociais

Uma vez que essas consequências graves são possíveis e seu tratamento é complexo, o melhor tratamento para as crianças com câncer é realizado em centros que contam com especialistas que têm experiência em tratar câncer infantil.

A frequência pela qual ocorre o desenvolvimento de um segundo câncer depende de qual era o tipo do primeiro câncer e de quais medicamentos quimioterápicos foram usados para tratar o primeiro câncer.

Equipe de saúde para tratamento do câncer

O impacto de ser diagnosticado com câncer e a intensidade do tratamento são devastadores para a criança e para a família. Manter um sentido de normalidade para a criança é difícil, especialmente porque a criança pode precisar ser hospitalizada com frequência e ir a consultórios médicos ou centros ambulatoriais para tratamento do câncer e das suas complicações. É normal sentir um estresse devastador, uma vez que os pais lutam para continuar a trabalhar, dar atenção aos irmãos da criança e atender às muitas necessidades da criança com câncer. A situação fica ainda mais difícil quando a criança está sendo tratada em um centro especializado longe de casa.

As crianças e seus pais precisam de uma equipe de tratamento pediátrico para ajudar a lidar com essa situação difícil. Pediatras são médicos que se especializam no cuidado e tratamento de bebês, crianças e adolescentes. A equipe deve incluir:

  • Pediatras especializados em câncer (oncologista pediátrico e oncologista radioterapeuta)
  • Um profissional de enfermagem em oncologia pediátrica, que é um profissional de enfermagem que cuida e fornece orientações às crianças que têm câncer e suas famílias
  • Outros especialistas necessários, tais como um cirurgião pediátrico especializado na remoção ou biópsia de cânceres infantis; um radiologista pediátrico especializado na avaliação de exames radiológicos (exames de imagem) de crianças com câncer, e um patologista especializado no diagnóstico de cânceres infantis
  • O clínico geral
  • Especialistas em vida infantil, que trabalham com as crianças e as famílias em hospitais e outros ambientes para ajudá-los a lidar com os desafios relacionados à hospitalização, doença e incapacidade
  • Um assistente social que possa oferecer apoio emocional e ajuda com os aspectos financeiros do tratamento
  • Um professor que possa trabalhar com a criança, a escola e a equipe de saúde para garantir que a educação da criança continue
  • Um coordenador de ensino, que também pode ajudar a criança e a família na interação com os professores e a escola
  • Um psicólogo que possa ajudar a criança, os irmãos e os pais durante todo o tratamento
  • Muitas equipes de tratamento também incluem um defensor dos direitos dos pais. O defensor dos direitos dos pais é outro pai ou mãe cujo filho(a) já teve câncer e que pode oferecer orientação às famílias.

Fontes: Por Renee Gresh , Nemours A.I. duPont Hospital for Children traduzido por Momento Saúde

  • American Cancer Society
  • Instituto Nacional de Câncer
  • https://graacc.org.br/cancer-infantil/
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Ninguém espera que uma doença como o câncer possa atingir alguém com tão pouco tempo de vida. É por isso que muitos pais ficam aflitos quando descobrem que o seu filho tem a doença. Felizmente, com os avanços da pesquisa e dos tratamentos, o câncer infanto-juvenil – uma das causas de mortes não acidentais mais comuns entre crianças e adolescentes – já pode ser derrotado quando diagnosticado a tempo.