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O que aumenta o risco de ter câncer de bexiga

O que aumenta o risco de ter câncer de bexiga

O câncer de bexiga muito frequentemente causa sangue na urina.

Para fazer o diagnóstico, um tubo de visualização fino e flexível (cistoscópio) é inserido através da uretra na bexiga.

Muitos tipos de câncer são tratados com a remoção, usando um cistoscópio (para cânceres de superfície) ou pela remoção da bexiga (para cânceres mais profundos).

Estatística câncer de bexiga

Atualmente a estimativa de novos casos:  10.640, sendo 7.590 em homens e 3.050 em mulheres (2020 – INCA).

Número de mortes: 4.425 sendo 2.998 homens e 1.427 mulheres (2018 – Atlas de Mortalidade por Câncer – SIM)

O que aumenta o risco de ter câncer de bexiga

Fumar é o maior fator de risco individual isolado e parece ser uma das causas em, pelo menos, metade de todos os novos casos.

Determinadas substâncias químicas utilizadas na indústria podem ficar concentradas na urina e causar câncer, embora a exposição a essas substâncias esteja sendo reduzida.

Essas substâncias incluem hidrocarbonetos, corantes de anilina (como a naftilamina usada na indústria de corantes) e substâncias químicas usadas nas indústrias de borracha, elétrica, cabo, tinta e têxtil.

A exposição de longo prazo a alguns medicamentos, especialmente ciclofosfamida, aumenta o risco de câncer de bexiga.

Também a irritação crônica provocada por uma infecção parasitária denominada esquistossomose ou por cálculos vesicais também predispõe as pessoas ao câncer de bexiga, embora a irritação represente apenas uma pequena parcela de todos os casos.

A maior parte dos cânceres de bexiga é de um tipo chamado de células transicionais, afetando os mesmos tipos de células (células transicionais), que são normalmente as células cancerosas responsáveis pelos cânceres da pelve renal e ureter.

Sintomas do câncer de bexiga

Muito frequentemente o câncer de bexiga  causa sangue na urina, porém imperceptível a olho nú, somente com exames poderá ser constatado esse diagnóstico.

Outros sintomas podem incluir dor e queimação durante a micção e a necessidade imperativa de urinar frequentemente. Os sintomas do câncer da bexiga podem ser idênticos aos de uma infecção da bexiga (cistite) e ambos os problemas podem ocorrer simultaneamente.

Além de ter uma contagem celular baixa no sangue (anemia) pode causar fadiga, palidez ou ambas.

Diagnóstico

Sangue na urina

Sintomas persistentes de cistite

Frequentemente o diagnóstico é suspeitado pela primeira vez quando se encontra sangue na urina.

O sangue pode ser detectado quando um exame microscópico de uma amostra de urina detecta glóbulos vermelhos ou, algumas vezes, a urina pode estar visivelmente vermelha.

A suspeita da existência de um câncer da bexiga ocorre quando os sintomas de cistite não desaparecem com o tratamento.

A avaliação microscópica especial da urina (como citologia) pode detectar as células cancerosas. Algumas vezes, o câncer de bexiga é detectado quando um exame de imagem como uma tomografia computadorizada (TC) ou ultrassonografia é feito por outra razão.

A maioria dos cânceres de bexiga é diagnosticada por cistoscopia e biópsia. Este exame envolve passar um tubo de visualização flexível e fino através da uretra até a bexiga. Uma pequena amostra de tecido é removida para exame. A pessoa permanece acordada. É feita uma anestesia leve da uretra para que o procedimento não seja muito desconfortável.

Se o câncer tiver invadido o músculo da bexiga, outros exames, incluindo TC abdominal e radiografia do tórax, são necessários para determinar se houve disseminação do câncer.

Prognóstico

Para os cânceres que permanecem na superfície interna da bexiga (tumores superficiais) e crescem e se dividem lentamente, o risco de morte por câncer de bexiga é menor que 5% em cinco anos após o diagnóstico. A taxa de mortalidade em cinco anos para os tumores que invadem o músculo da bexiga é significativamente maior (cerca de 50%), mas a quimioterapia pode melhorar a sobrevida. Os cânceres que se propagaram além da parede da bexiga (como para os linfonodos ou outros órgãos abdominais ou pélvicos) têm um prognóstico muito pior.

Tratamento para o câncer de bexiga

Remoção durante a cistoscopia

Imunoterapia ou quimioterapia intravesical (para cânceres superficiais ou de superfície)

Remoção parcial ou total da bexiga, radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia (para cânceres mais profundos e mais invasivos)

Os cânceres que somente estão na superfície interna da bexiga podem ser removidos completamente durante a cistoscopia. Entretanto, as pessoas comumente desenvolvem novos cânceres mais tarde dentro da bexiga.

Os médicos podem ser capazes de evitar a recorrência desses cânceres colocando repetidamente medicamentos anticâncer (como gencitabina ou mitomicina C) ou bacilo Calmette-Guérin (BCG – uma substância que estimula o sistema imunológico do corpo) na bexiga após todo o câncer ter sido removido.

Os cânceres que tenham crescido na parede da bexiga não podem ser totalmente extraídos durante uma cistoscopia. Geralmente, o tratamento adequado consiste na extração total ou parcial da bexiga (cistectomia).

Outros tratamentos

Em geral se administra a quimioterapia antes de remover a bexiga, pois já foi demonstrado que isto melhora a sobrevida, em comparação a se tratar apenas com cistectomia.

Também pode recorrer-se à radioterapia isoladamente ou combinada com quimioterapia, para tentar curar o câncer.

Se houver necessidade de se extrair toda a bexiga, o médico deverá traçar um método para que a pessoa possa drenar a urina. A maneira usual é desviar a urina para uma abertura (estoma) feita na parede abdominal através de uma passagem feita de intestino chamada alça ileal. A urina é, então, coletada em uma bolsa usada na parte externa do corpo.

Existem vários métodos para desviar a urina, que são cada vez mais comuns e são apropriados para muitas pessoas.

Esses métodos podem ser agrupados em duas categorias: neobexiga ortotópica e desvio urinário continente.

Em ambas, é construído um reservatório interno para a urina com uma parte do intestino.

No caso da neobexiga ortotópica, o reservatório é ligado à uretra. A pessoa aprende a esvaziar esse reservatório através do relaxamento dos músculos no assoalho pélvico e do aumento da pressão dentro do abdômen, de modo que a urina passe pela uretra, da mesma maneira como passaria de forma natural. A maioria das pessoas permanece seca durante o dia, mas pode registrar-se algum vazamento durante a noite.

Para um desvio urinário continente, o reservatório é conectado a um estoma na parede abdominal. Uma bolsa de coleta não é necessária porque a urina permanece no reservatório até a pessoa esvaziá-lo inserindo um cateter através do estoma no reservatório, o que é feito em intervalos regulares durante o dia. O mais comum destes é chamado bolsa indiana e é feito com parte do cólon.

Câncer que tenha se propagado para além da bexiga, para os linfonodos ou para outros órgãos é tratado com quimioterapia. Diversas combinações diferentes de medicamentos atuam contra esse tipo de câncer, especialmente quando a sua propagação se limita aos linfonodos. Cistectomia ou radioterapia, incluindo radioterapia com feixe externo, podem ser oferecidas às pessoas que respondem bem à quimioterapia.

No entanto, apenas um número relativamente pequeno de pessoas é curado.

Nas pessoas que não estão curadas, os esforços são direcionados para o alívio da dor e questões terminais.

Fonte: Por J. Ryan Mark, MD, Sidney Kimmel Cancer Center at Thomas Jefferson University traduzido por Momento Saúde

Inca- Instituto Nacional de Câncer