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Efeitos da pandemia na imunidade herpes

Efeitos da pandemia na imunidade herpes

A pandemia do novo coronavírus pode desencadear diversos problemas de saúde, inclusive crises de herpes. Isso porque o estresse é um dos principais fatores de risco para que o vírus do herpes se manifeste com mais intensidade, em associação com queda de imunidade. Deve-se ter em mente que o isolamento social, assim como o medo e a incerteza quanto à atual ameaça podem ser gatilhos para ansiedade, estresse e até mesmo outros transtornos mentais mais severos.

Efeitos da pandemia na imunidade, saúde mental e quadro de herpes


A pandemia, sem dúvidas, pode ter efeitos negativos na imunidade. Trata-se de um momento marcado por diversas questões complicadas, como falta de exercício físico, exposição solar mínima, má alimentação, falta de convívio social, além de um grande medo gerado pela situação em si. Como consequência, ocorre aumento de estresse e ansiedade, queda na imunidade e surgimento ou piora de doenças.

Esse processo em cascata pode afetar pacientes que sofrem com o vírus do herpes, que costumam ter crises. O herpes com certeza pode ser reativado nesse período, inclusive com aumento na frequência de crises. Ou seja, o indivíduo passa a manifestar os sintomas clássicos do quadro, que são lesões no local acometido (boca e região genital, normalmente).

Infecção oral

A primeira infecção oral pelo HSV geralmente provoca ulcerações dolorosas dentro da boca (gengivoestomatite herpética). A gengivoestomatite herpética mais comum se desenvolve nas crianças.

Antes que as ulcerações apareçam, as pessoas podem sentir um desconforto por formigamento ou coceira na área. Além disso, as pessoas sentem-se geralmente doentes, apresentam febre, dor de cabeça e dores no corpo.

As feridas da boca duram entre dez e dezenove dias para sarar e quase sempre são graves, motivo pelo qual comer e beber é extremamente incômodo. Consequentemente, as pessoas podem ficar desidratadas. Ocasionalmente, não se desenvolve nenhum sintoma.

As recidivas geralmente produzem um aglomerado de feridas na borda do lábio. Depois disso, as feridas se rompem e formam crostas.

A ulceração labial é chamada ulceração por resfriado ou bolha de febre (assim chamadas porque elas muitas vezes são desencadeadas por resfriados ou febres). Outros desencadeadores incluem queimaduras de sol nos lábios, ansiedade, certos procedimentos dentários e qualquer distúrbio que diminua a resistência do corpo à infecção.

Herpes labial

Herpes labial

Tratamento medicamentoso

É importante ter em mente que não há cura para o vírus do herpes, mas com o tratamento adequado é possível controlar os sintomas e viver sem o incômodo. O tratamento consiste, basicamente, no uso de medicação específica capaz de combater as ações do vírus, os produtos contendo lisina merecem destaque, pois este aminoácido desfavorece a multiplicação do herpes.

Apesar da lisina ser muito importante, ela não é produzida pelo organismo, então, de fato, é preciso que haja suplementação. Também é relevante ter conhecimento de que a lisina é antagonista da arginina, outro aminoácido que atua de forma oposta: ela propicia o aumento da replicação viral.

Sendo assim, deve-se não apenas consumir lisina, mas também evitar o consumo exagerado de arginina (chocolate, nozes, amendoim, gelatina, dentre outros.

Fonte: Por Kenneth M. Kaye, MD, Brigham and Women’s Hospital, Harvard Medical School traduzido por Momento Saúde