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Tumores da parede torácica

Tumores da parede torácica

Tumores da caixa torácica podem se desenvolver a partir da própria caixa torácica (denominados tumores primários) ou se disseminarem para a caixa torácica (metástases) a partir de um câncer de outra parte do corpo. Quase metade dos tumores da caixa torácica são não cancerosos (benignos).

Os tumores não cancerosos mais comuns da caixa torácica são osteocondroma, condroma e displasia fibrosa.

Existe uma ampla gama de tumores cancerosos (malignos) da caixa torácica. Mais da metade são cânceres que se espalharam para a caixa torácica a partir de órgãos distantes ou se propagaram diretamente de estruturas próximas, como mama ou pulmão. Os tumores cancerosos mais comuns com origem na caixa torácica são sarcomas.

Condrossarcomas são os sarcomas primários mais comuns da caixa torácica e se originam da cartilagem das costelas e menos comumente do esterno, escápula ou clavícula. Tumores ósseos incluem osteossarcomas e tumores malignos de células pequenas (como o sarcoma de Ewing ou o tumor de Askin).

Os tumores primários mais comuns de tecidos moles são os fibrossarcomas (desmoides e neurofibrossarcomas) e histiocitomas fibrosos malignos. Outros tumores primários incluem condroblastomas, osteoblastomas, melanomas, linfomas, rabdomiossarcomas, linfangiossarcomas, mieloma múltiplo e plasmacitomas.

Sintomas

Um caroço no peito pode ser o único sintoma se um tumor se desenvolver nos tecidos moles da caixa torácica.

Algumas pessoas apresentam febre. Em geral as pessoas não sentem dor até que o tumor tenha avançado. Tumores que se formam nos ossos ou cartilagens são, frequentemente, dolorosos.

Diagnóstico

  • Diagnóstico por imagem
  • Biópsia

Algumas vezes, um tumor da parede torácica é detectado quando imagens torácicas são realizadas por algum outro motivo.

Pessoas com tumores nas caixas torácicas precisam fazer exames de imagem , como uma radiografia torácica, tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM) e, às vezes, tomografia de emissão de pósitrons (PET) – TC para determinar o sítio original e extensão do tumor e se ele se desenvolveu na parede torácica ou se é uma metástase de um tumor em outra parte do corpo. Pode ser realizada uma biópsia para confirmar o diagnóstico.

Prognóstico

O prognóstico varia com o tipo de câncer, diferenciação celular e estágio. Contudo, como esses tumores são raros, não existem muitas informações sobre o curso usual da doença. Como na maioria dos cânceres, a sobrevida é melhor nos estágios iniciais da doença.

Tratamento

  • Cirurgia
  • Algumas vezes a combinação de quimioterapia, radioterapia e cirurgia.

A maioria dos tumores da parede torácica é removida cirurgicamente. Se necessário, a parede é reconstruída, às vezes com tecidos de outras partes do corpo.

Em outros casos, quimioterapia e radioterapia , isoladamente ou em combinação, são usadas no tratamento.

Fonte: Por Robert L. Keith, MD, Division of Pulmonary Sciences and Critial Care Medicine, Department of Medicine, Eastern Colorado VA Healthcare System, University of Colorado traduzido por Momento Saúde