Back

Terapia pioneira que usa prótons consegue ‘apagar’ tumor cerebral

Terapia pioneira que usa prótons consegue ‘apagar’ tumor cerebral

“Máquina de lavar roupa”, “nave espacial”: esses são alguns apelidos que a Unidade de Terapia de Prótons (UTP) da Clínica Universitária de Navarra, na Espanha, recebe das crianças diagnosticadas com câncer que estão em tratamento.

Para Ahinara, uma jovem equatoriana de 7 anos, é “A Máquina”. E foi graças à ela que a menina venceu um tumor cerebral descoberto no início deste ano.

Radioterapia

A UTP conseguiu eliminar completamente o câncer dela, em uma radioterapia considerada pioneira e revolucionária: nela, ao invés de fótons, a máquina utiliza prótons para destruir tecidos tumorais.

terapia pioneira prótons apaga tumor cerebral menina

O tratamento é ideal para alguns tipos de câncer e produz menos efeitos colaterais.

“Em tumores localizados no sistema nervoso central, na base do crânio, na região da cabeça, na medula espinhal ou que estão muito próximos a tecidos que precisam ser preservados, bem como em pacientes que receberam radiação antes, é particularmente importante reduzir a dose de radiação para tecidos saudáveis ao redor do tumor“, explica Pablo Menéndez, da Universidade de Buenos Aires.

terapia pioneira prótons apaga tumor cerebral menina

A Unidade de Terapia de Prótons permite “concentrar a dose máxima de radiação no tumor e torná-la praticamente zero a dois ou três milímetros além dele”, acrescentou.

Como resultado, o procedimento não dói, permitindo a anestesia através de gases.

Anihara foi a primeira paciente pediátrica a se submeter com sucesso a esse tratamento na clínica, deixando uma lição valiosa para toda a equipe médica.

Em breve, a UTP poderá estar disponível em outros países para além da Europa, como o Brasil.

De volta ao Equador, a menina leva uma vida normal hoje: continua estudando na escola – virtualmente, devido à pandemia de Covid-19 – e brincando com sua irmã mais velha, Anael, de quem é inseparável. ❤️

Que esse tratamento seja consolidado o mais rápido quanto possível e que mais pessoas tenham acesso em todo o mundo! Viva a ciência! 🙌

Fonte: Correio Braziliense
Fotos: Clínica Universidad de Navarra